11 de jun de 2012

Sobre a Criminalidade Infantil

Bom, caros leitores, este provavelmente será o último post antes das esperadas 10000 visualizações. Já os agradeço de antemão por todo apoio e pelas crítica que me fizeram. Este texto contempla um tema sobre o qual muito se fala, e muito mais deve ser falado: A Criminalidade Infantil. Este, ao contrário dos outros, não tem um título específico. Porém, com ou sem título, seus comentários, críticas, adendos e afins sempre são bem vindos. Enfim, boa leitura!

Créditos pelo tema a: http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/como-resolver-o-problema-da-criminalidade-infantil-em-nossa-sociedade.jhtm



Ao se falar sobre infância ou crianças,muitos tendem a pensar em inocência (idealização ultrarromanesca da figura do infante) ou nos casos de abuso contra menores. No entanto, torna-se cada vez mais vital refletir sobre outra coisa relacionada à menoridade: A criminalidade infantil. Por causa de um nível socioeconômico e educacional baixo, muitas vezes aliado à falta de estrutura familiar, aqueles que deveriam estar nas escolas acabam por adentrar o submundo do crime.
Todavia, conformismo e piedade não resolverão essa problemática. É inteligível e óbvia a necessidade de atacá-la em três frentes. Primeiro, deve-se pensar no seio familiar. Além de alertar os pais sobre a influência da própria orientação dada aos filhos, mostra-se essencial também elevar salários e oportunidades de emprego a fim de melhorar as condições de vida da família como um todo, retirando assim uma das justificativas de entrada para a criminalidade.
Além disso, é fundamental educar e conscientizar os jovens não só sobre todos os problemas decorrentes do envolvimento com o malfeito, mas também em relação aos benefícios do trabalho honesto, algo que quebraria outro pilar da inserção de crianças à criminalidade.
Finalmente, e não menos essencial, é o combate ao crime em si. Com a minimização do poder de traficantes e outros, as chances de aliciar crianças e jovens para o mundo de delitos passam a beirar a nulidade.
Em suma, acabar com a criminalidade infantil é tarefa árdua e passa por vários estágios. Porém, com seriedade em melhorias sociais, educação e combate ao crime em si, a possibilidade de reverter esse quadro aumenta vertiginosamente. Ainda assim, é bom ponderar novamente que só impedir a entrada no mundo do crime não compensa, pois o ideal sempre é formar profissionais competentes e dar-lhes meios para se tornarem independentes de ajuda externa.

5 comentários:

  1. eu nunca concordei com a visão determinista dos fatos, já que não se pode generalizar a ação individual com base na coletiva, mas, nesse caso, acho que o determinismo é válido. é claro que não como algo supremo e irreversível, mas como um daqueles casos nos quais alguém é suscetível a tal doença pela existência de casos passados na família.

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  2. O texto parece não ter me surpreendido muito. Um dos argumentos defendidos em seu texto é por sinal uma questão complicada que é o caso de "elevar salários e oportunidades de emprego" porque até então há várias jogadas sócio-políticas nesta questão. Não é só por essas "jogadas", mas ao argumentarmos que elevar salários e aumentar geração de empregos é uma das soluções pra Criminalidade Infantil creio não ser satisfatório, pois, "presenciamos" até menores com condições sócio-econômicas um pouco melhores praticando crimes.

    Todavia, parabéns pela iniciativa!

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    1. Exatamente, Cláudio. Mesmo com as minhas outras propostas, APENAS aumentar salário, de fato, não basta. Há que haver uma remodelação toda especial quanto à criação dessas crianças, pois, como você falou, não é só a condição socioeconômica que conta.

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  3. O amparo da família é de suma mportância , haja vista que os filhos tem sua formação através da educação dada pelos pais, outro fator preponderante é uma educação de qualidade: professores bem assalariados , boa estruturanas ecolas ,merenda pois muitas crianças não se quer tem o que comer em casa não se pode pensar com fome!, etc.

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  4. Não para de postar não, eu adoro todos. Já li todos e quero maiis.

    Beijão e que pena !

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