21 de jun de 2012

Umas memórias

Bom, pessoal, eu diria que esta postagem não foi tanto guiada por um tema específico, e sim por uma visão de mundo muito pessoal. É um poema cujo conteúdo verão a seguir. Enfim, boa leitura:

Memórias Ateísticas do Cárcere

Na natureza nada se perde, 
Lavoisier dizia.
Mas em um cárcere sacrodemoníaco,
perde-se um pouco de racionalidade por dia.

Bandeira já bradava,
"vou-me embora pra Pasárgada!"
Queria também ir,
mas me prendeu a hipocrisia
de só ter o prazer
que o religioso queria sentir.

Já o parnasianista,
que soube bem o que é poesia
e que preciosas rimas fazia,
não experimentou o que é ser flagelado
por causa de uma fé doentia.

Laicismo brasileiro ainda não é,
mas um dia será
como é este blogueiro
Só que, infelizmente, até agora
só há péssimas memórias
do cárcere deste ateu brasileiro.

11 de jun de 2012

Sobre a Criminalidade Infantil

Bom, caros leitores, este provavelmente será o último post antes das esperadas 10000 visualizações. Já os agradeço de antemão por todo apoio e pelas crítica que me fizeram. Este texto contempla um tema sobre o qual muito se fala, e muito mais deve ser falado: A Criminalidade Infantil. Este, ao contrário dos outros, não tem um título específico. Porém, com ou sem título, seus comentários, críticas, adendos e afins sempre são bem vindos. Enfim, boa leitura!

Créditos pelo tema a: http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/como-resolver-o-problema-da-criminalidade-infantil-em-nossa-sociedade.jhtm



Ao se falar sobre infância ou crianças,muitos tendem a pensar em inocência (idealização ultrarromanesca da figura do infante) ou nos casos de abuso contra menores. No entanto, torna-se cada vez mais vital refletir sobre outra coisa relacionada à menoridade: A criminalidade infantil. Por causa de um nível socioeconômico e educacional baixo, muitas vezes aliado à falta de estrutura familiar, aqueles que deveriam estar nas escolas acabam por adentrar o submundo do crime.
Todavia, conformismo e piedade não resolverão essa problemática. É inteligível e óbvia a necessidade de atacá-la em três frentes. Primeiro, deve-se pensar no seio familiar. Além de alertar os pais sobre a influência da própria orientação dada aos filhos, mostra-se essencial também elevar salários e oportunidades de emprego a fim de melhorar as condições de vida da família como um todo, retirando assim uma das justificativas de entrada para a criminalidade.
Além disso, é fundamental educar e conscientizar os jovens não só sobre todos os problemas decorrentes do envolvimento com o malfeito, mas também em relação aos benefícios do trabalho honesto, algo que quebraria outro pilar da inserção de crianças à criminalidade.
Finalmente, e não menos essencial, é o combate ao crime em si. Com a minimização do poder de traficantes e outros, as chances de aliciar crianças e jovens para o mundo de delitos passam a beirar a nulidade.
Em suma, acabar com a criminalidade infantil é tarefa árdua e passa por vários estágios. Porém, com seriedade em melhorias sociais, educação e combate ao crime em si, a possibilidade de reverter esse quadro aumenta vertiginosamente. Ainda assim, é bom ponderar novamente que só impedir a entrada no mundo do crime não compensa, pois o ideal sempre é formar profissionais competentes e dar-lhes meios para se tornarem independentes de ajuda externa.

1 de jun de 2012

(In)Diferenciação

Bom, pessoal, serei o mais breve possível aqui. O tema é "A indiferença: Um mal da modernidade?". Como não consegui dissertar sobre o tema, fiz um poema escabroso sobre. Não sei se deveria desejar (pois é improvável que aconteça), mas boa leitura!

(In)Diferenciação

Era no tempo da ditadura,
não existia penúria,
diz o avô saudosista
e o trabalhador regressista

Foi durante a Era Vargas
quando não houve vacas magras
Diz o socialmente indiferente
e o filósofo/sociólogo indecente

E do tempo da crença,
quando não havia indiferença,
só o beato populista tem saudade

O beato é só mais um indeciso
que finge não ter riso
para não aproveitar a modernidade