21 de set de 2011

Sobre a Homofobia

Bom, pessoal, essa é uma postagem com título claro. Homofobia. Tema da UNIFESP-2004. Boa leitura.

“Homo fobicus

     A Homossexualidade constitui-se como uma das questões mais controversas da denominada Era Contemporânea. Tal fato ocorre porque ainda persistem mitos em relação aos homossexuais e preconceitos de caráter religioso e social para com os mesmos. Todavia, faz-se fundamental ressaltar as conquistas obtidas pelo público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) nos últimos séculos, como a descriminalização do comportamento homossexual e o reconhecimento de que tal postura não era fruto de mente insana. Ainda assim, alguns indivíduos continuam acreditando na idéia de homossexualismo como desvio de caráter ou comportamento.
    Tendo como base argumentativa alguns desses seres, poderia se afirmar que o ser humano conhecido atualmente dividiu-se em “Homo sapiens sapiens” e “Homo fobicus”. Entre as principais características deste estão a homofobia em grande teor (justificando o nome da nova “espécie”), com possíveis atos de violência física principalmente contra homossexuais, o uso inadequado da franqueza, para expor e tentar disseminar ideias preconceituosas de modo geral, e ataques barbáricos, tendo como principal e talvez único alvo o público LGBT, demonstrando o motivo principal de sua segregação em relação ao “Homo sapiens sapiens”.
    Alguns exemplos recentes englobam o ataque de ordem homofóbica feito a dois jovens que caminhavam pela Avenida Paulista em São Paulo (tendo ferido um deles gravemente) e a ofensiva de cunho ideológico e político executada por deputados brasileiros por meio da mídia, proferindo frases como: “O homossexualismo deve ser reprimido”, gerando as mais variadas reações populares.
   Em suma, apesar de todas as conquistas homossexuais obtidas ao longo dos últimos séculos, a mentalidade coercitivo-impositiva e obsoleta de alguns ainda faz com que a relação Homossexualidade X Sociedade seja extremamente difícil. A solução constitui-se em uma mudança cultural progressiva em todos os estratos sociais, alterando assim a interação entre heterossexuais e o público LGBT.

11 de set de 2011

Pra não dizer que não falei de Individualismo

Bom, pessoal, finalmente posso voltar a postar com maior regularidade e até mesmo estabilidade (já que minha Internet voltou). Para aqueles que acharam que eu postaria sobre o atentado terrorista de 11 se Setembro, se enganaram. Esta postagem foi produzida há uns dois meses, e eu nem me lembrava do atentado. Enfim, sem mais delongas, boa leitura.
O tema, provindo da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é "Individualismo e Compromisso Coletivo"

O Inconsciente Demagógico

Uma das características da espécie humana é a capacidade de adaptação, seja a novos ambientes, sociedades ou até mesmo situações. Porém, usando-se de suposta racionalidade, o mesmo ser tenta também adaptar o ambiente ou a sociedade na qual está vivendo de acordo com seus próprios interesses. O principal método para tal alteração é o constitucional, com mudanças em leis e no sistema político-econômico vigente.
O sistema o qual é usado nos dias atuais é o Capitalismo. Esse mesmo Capitalismo prega a busca ampla, geral e irrestrita do maior lucro possível, pouco importando os meios para tal (logo, irrestrita).
Ora, meus caros, reflitamos: Como cobrar compromisso coletivo em uma sociedade na qual, para adaptação e subsequente sobrevivência, deve-se estar atento a quaisquer tentativas de exploração? Como “forçar” os indivíduos a serem solidários (ou mesmo caridosos) quando lidamos com instituições cujos custos são a integridade e a honestidade humanas?
Todos aqueles que desejam compromisso coletivo de toda a sociedade sem uma mudança estrutural no sistema político-econômico vigente  fazem parte do inconsciente (coletivo) demagógico. Esses sofistas são, em sua maioria, pseudo-humanistas os quais pouco fazem visando à coletividade (e muito fazem almejando fama ou prestígio), estando entre eles os ecocapitalistas e alguns religiosos.
Enfim, em uma sociedade capitalista, verdadeiro compromisso faz-se dificílimo. Adicionalmente, a condenação do individualismo torna-se hipocrisia, já que o sistema força os indivíduos a tais circunstâncias e, honestamente, pedir ao cidadão que desafie o sistema político vigente é pensamento muito utópico.

1 de set de 2011

A Metamorfose Ambulante

Caros leitores, já lhes adianto que não sei quando terei Internet em casa novamente. Porém, tentarei deixar o blog sempre atualizado, não importando as circunstâncias. E sobre este post.... ééé, bom, é melhor que vocês mesmos vejam o tema


(A)Normalidade Metamórfica

Dos tempos do antigo Império Egípcio aos dias atuais, a problemática envolvendo o conceito de normalidade sempre fora negligenciada. Todavia, o debate sobre tal vem progressivamente ascendendo em importância, ao se considerar que muitas atitudes antes consideradas erradas ou anormais há alguns anos, hoje são “elevadas” ao status de normalidade, como a homossexualidade, o ateísmo, entre outros.
Apesar destas evoluções, faz-se fundamental perceber que, por mais que a humanidade procure a normalidade absoluta, nunca vai encontrá-la. Todos os pensamentos sobre o que é normal serão apenas verdades relativas e/ou parciais, ao se tomar como referencial argumentativo o pensamento filosófico o qual prega a inexistência de verdades absolutas e imutáveis, sendo essas substituídas por verdades relativas e mutáveis (um exemplo pode ser o pensamento de Immanuel Kant, sobre o Fenômeno (verdade relativa e pessoal) e o Númeno (verdade absoluta e inalcançável).
Adicionalmente, é notória a capacidade de mudança, tanto intelectual quanto ideológica, da espécie humana. A prova cabal faz-se presente com o público LGBT o qual, antes estereotipizado como anormal, não é só atualmente considerado normal como tem direitos constitucionais assegurados. Outra comprovação apresenta-se com o Racismo. Após um grande período histórico de Apartheid (segregação racial), as nações mais poderosas do globo vêm tentando pagar a enorme dívida racial, tendo como primeiro passo o reconhecimento de que etnias diferentes não são anormais.
Sumarizando, pode-se afirmar que a normalidade e a anormalidade são meramente conceituações as quais podem sofrer metamorfoses múltiplas, ao ter-se em mente a volubilidade humana. O importante é não permitir que os supostos normais usem-se do senso comum para pregar o preconceito e a intolerância