31 de mai de 2011

31 de Maio

Meus amigos e minhas amigas*, após uma semana de escândalos políticos, sociais e lingüísticos, senti a necessidade de me retratar e explicar algumas situações ao meu público tão querido e fiel.
Antes de tudo, preciso esclarecer que, em minha última postagem (Nossa Língua Portuguesa, 21 de Maio), ocorreu uma exceção. Normalmente, meus textos refletem a opinião deste humilde blogueiro sobre diferentes temas, em uma forma de tese (não necessariamente em dissertações). Porém, este, além de ser um post de natureza mais informal, também não refletiu meu pensamento sobre o assunto. Decidi defender um ponto de vista contrário.
Mesmo assim, tal fato não importa. O importante é que, após a divulgação da cartilha MEC, senti-me envergonhado de ter postado tal conteúdo que, se usado erroneamente, pode ajudar a defender mais crimes contra a Língua Portuguesa. Tenham em mente, porém, que esse post foi escrito antes de minha mudança para a cidade de São José do Rio Preto, a qual aconteceu em Abril, quando nada ou muito pouco se sabia sobre tal cartilha. Ainda assim, devo pedir perdão a meu público e pedir-lhes que não abandonem esse blog e seu humilde criador.
Bons, vamos aos questionamentos levantados por alguns de vocês, tanto na vida real quanto na rede, e a alguns possíveis outros:

Pergunta- Afinal, algum outro post seu tem uma opinião contrária à sua?
Resposta: Por incrível que pareça, não. Todos os posts, do Bullying ao sobre Educação, foram com minhas próprias teses. Curioso é que, quando decidi fazer uma postagem-exceção, uma cartilha educacional com uma tese parecida (porém não igual) é divulgada.

Pergunta- Mano, você disse que os seus posts de dias 31 seriam mais informais, e que teriam variedade de conteúdo, de piadas a vídeos. Cadê a sua promessa cumprida?
Resposta- No caso, só tive duas oportunidades para fazer tais postagens. Em Março e em Maio. Em Março, preferi não arriscar e fiz um post com perguntas e respostas. Como em Maio ocorreu um fiasco educacional, tive que fazer desse post uma retratação. Mas, Julho está aí

Pergunta- Octavius, eu não gostei muito do layout do seu blog. Posso dar sugestões para você melhorar um pouco?
Resposta- Não só pode como deve. Sou amador no quesito de design gráfico e aceitarei quaisquer sugestões para a parte gráfica do blog, desde que bem argumentadas e pautadas em fatos coerentes. Só não mudarei mesmo a URL do blog, por motivos já citados no post de 31 de Março.

Pergunta- Cara, eu discordo de você em uma de suas teses. Você faria uma tese para contra argumentar uma de suas teses anteriores?
Resposta- Sim, eu faria. Porém, como já tenho postagens prontas até + ou – o dia 11 de Setembro, essas contra-teses só serão divulgadas quando tiver algum dia de postagem vago. Se quiser pedir uma, direi como ao final deste post.

Bom, são essas as perguntas. Caso queira fazer perguntas ou questionamentos adicionais, é só comentar esse post. O mesmo faz-se válido para pedir teses contrárias aos posicionamentos anteriores.
*Apesar de Lulista, a citação marcada com um asterisco não tem propósitos políticos ou ideológicos

PS: Para comentar no blog, se não tiver uma conta de Orkut ou outros, siga esses passos:
1º: Clique no lugar em que aparece o número de comentários
2º: Escreva seu comentário no espaço em branco
3º: Você verá uma linha abaixo chamada “Comentar como”, e uma aba na qual está escrita “Selecionar Perfil”. Selecione “Anônimo”. Porém, identifique-se ao final do seu comentário, com nome (completo ou não), para que eu o/a reconheça

21 de mai de 2011

Nossa Língua Portuguesa

Formal X Informal

Considerando o conteúdo de minha última postagem (Educação, 11 de Maio), decidi, por meio de um texto mais pessoalizado, fazer uma crítica aos puristas gramaticais, os quais seriam pessoas defensoras do uso da norma culta padrão da Língua Portuguesa em qualquer circunstância.
Começo argumentando e comparando as praticidades do modo culto e do modo coloquial. Peguemos o seguinte exemplo: Um cidadão araçatubense (usando o típico “vôti”, no caso de muita informalidade) descreve a resposta de um terceiro a uma situação na qual um aluno inferiu que a professora do mesmo era ingênua. O relato será feito dos dois modos:
Modo Formal: “Estou excessivamente espantado. O estudante inferira que a mestra é facilmente ludibriada por qualquer indivíduo. Caso ocorresse tal infortúnio comigo, o aluno não sairia impune porque o convidaria para duelar”.
Modo Informal: “Vôôôti, falou que a psora nasceu ontem. Se fosse eu, não deixava. Se fosse eu, chamava na chincha”.
Viram? É muito mais prático e muito menos demorado o uso da linguagem informal. Em uma sociedade imediatista como a brasileira, vários modos de poupar ou ganhar tempo são usados, como a informalização da linguagem.
Além disso, faz-se presente o argumento educacional, o qual tem como base a necessidade de adequação aos diferentes níveis de linguagem, especialmente em nação tão diversa e a qual caminha a passos modestos para uma educação de qualidade. Seria impossível a comunicação entre médico e paciente caso aquele (normalmente culto) não conseguisse se adequar ao nível lingüístico deste (paciente).
Esperar que brasileiros e brasileiras dominem a norma culta da língua, considerando o plano social atual da nação, é o mesmo que exigir o fim das guerras político-religiosas no Oriente Médio. Uma utopia. Antes de mudar a educação, deve-se pensar em mudanças socioculturais. Senão, qualquer tentativa de mudança educacional resultará em fracasso.

PS: Peço desculpas aos leitores de “O Homem e a Crítica”, pois este texto provavelmente teve um nível muito inferior aos outros já produzidos pelo autor. Porém, peço-lhes um pouco de paciência e prometo-lhes algo muito melhor em 1º de Junho (lembrando que o post de 31 de Maio é mera enrolação).
PS2: Aos leitores de SJRP, quero deixar claro que esse post foi produzido enquanto eu ainda morava em Araçatuba. Então, não estranhem, plz

11 de mai de 2011

Educação?

Bom, leitores do meu Brasil varonil, após alguns dias sem Internet, consegui cumprir a minha agenda de posts naturalmente. Agora, é hora de falar sobre Educação. Boa leitura!

Falta de Educação

A Educação é comumente separada, especialmente por brasileiros e brasileiros, em Acadêmica e Moral. A Educação Moral é constituída pelo ensino de costumes e da ordem social aos novos cidadãos, enquanto a acadêmica tem como objetivo a qualificação profissional e intelectual da população.
Tendo como meta a melhoria da Educação Acadêmica, alguns especialistas se reúnem em prol da implementação de novas disciplinas à grade curricular dos Ensinos Fundamental e Médio, usando-se do princípio antigo (e totalmente falacioso) de que quanto maior o número de disciplinas (ou grade), melhor será o desempenho acadêmico e o nível intelectual dos estudantes.
Todavia, é essencial analisar criticamente a situação brasileira não somente educacional como cultural. Faz-se inútil a integração de um maior número de disciplinas (mesmo aquelas com propósitos úteis e propostas coerentes, como a Filosofia, a Sociologia e a Música, essa última que provavelmente será adicionada ao currículo obrigatório dos estudantes em 2012), sem uma mudança de valores, levando em consideração a atual opinião das massas sobre tais estudos, os quais são considerados infrutíferos.
Em síntese, não é possível a realização de mudanças educacionais no cenário nacional sem uma grande alteração nos costumes populares. Além de descartar os valores preconceituosos, educacionalmente preguiçosos e apolíticos dos brasileiros, é fundamental facultar a maioria das presentes disciplinas, fazendo com que os alunos dediquem-se mais ao que preferirem, diminuindo o temor em relação a reprovações e removendo do país a falta de Educação Acadêmica


1 de mai de 2011

Subiu a construção como se fosse máquina....

Pois é, meus caros leitores, é com esse verso da música "Construção", de Chico Buarque, que introduzo o meu post sobre o Dia do Trabalho. Desejo a todos uma boa leitura e peço um pouco de paciência caso o post não agrade. O próximo será melhor


A Alienação Trabalhista

Internacionalmente, o primeiro dia do mês de Maio é notório por ser o Dia do Trabalho. Nessa data, a maioria dos trabalhadores usa o tempo vago para reunirem-se com seus familiares e amigos. Contudo, pouquíssimos desses trabalhadores desvendaram o mistério histórico por trás do verdadeiro significado de tal comemoração.
O Dia do Trabalho tem, como verdadeira significância, representar a eterna luta trabalhista por mais direitos e comemorar aqueles já conquistados, como o Salário Mínimo, as férias remuneradas, o 13º Salário, a Licença-Maternidade, entre outros. Porém, esses ideais são atualmente descartados em prol da manipulação dos trabalhadores. A força motriz do Brasil caminha para ser induzida a alienação, causada por propagandas governamentais e midiáticas cujas naturezas são questionáveis, e provavelmente têm como objetivo o esquecimento dos direitos trabalhistas pelos mesmos, labutando ainda mais e recebendo cada vez menos, fazendo valer assim o princípio da mais-valia capitalista, teorizado por Karl Marx, e jogando perigosamente com o futuro da nação, por meio do descarte de especializações ou educação de qualidade, o que pode diminuir a qualidade da mão de obra em longo prazo.
Logo, é fundamental a utilização do bom-senso pela população a qual trabalha, e da boa-fé pelo governo e pelos meios de comunicação, trazendo maior conhecimento sobre o valor histórico de primeiro de Maio à população, desbanalizando assim tal data e alertando a população sobre seus direitos como trabalhadores da nação brasileira.

PS: Toda crítica será bem vinda. Afinal, nunca fui nem serei o dono da verdade, e criei o blog com esse exato objetivo: O objetivo do Debate